VÍDEOS DO BLOG
15/10/2020
Igreja de Nossa Senhora do Livramento - Recife - PE
Coluna de Ceci do Eirado Amorim
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UMA NOVA ABORDAGEM NAS EXCURSÕES E NAS VIAGENS TURÍSTICAS
DO LITORAL AO SERTÃO DE PERNAMBUCO
Coluna de Ceci do Eirado Amorim[i]
O tão falado “turismo de experiência”, na realidade não é um segmento
turístico, mas uma abordagem na maneira de apresentar e de vivenciar o produto.
Esse tipo de abordagem em algumas viagens e excursões, quando realizadas com
amigos ou familiares, sempre foi possível, mais recentemente é que passou a ser
incorporada por algumas agências de viagens. Além do mais, há um nicho de
mercado que valoriza experiências autênticas, fugindo dos roteiros tradicionais
e, de preferência, em pequenos grupos, e esse é o diferencial dessas empresas
de turismo.
Os viajantes que fazem parte desse nicho, buscam o que se aproxima do
“autêntico” em um lugar, numa comunidade quilombola ou indígena, ou ainda, numa
vila pescadores, entre outros. Experiências que envolvam saberes, sentimentos e
que fiquem marcadas positivamente. O importante é mexer com as emoções do que é
próprio da cultura local, é sair da correria, da tecnologia, do que é empacotado...
Percorrer rios, vales, sítios, praias, ilhas... imergir na natureza com
toda a sua beleza, sons e aromas; conhecer histórias que se passaram em nosso
interior como a do cangaço, a do Padre Ibiapina, a de Luiz Gonzaga e de tantos
que aqui nasceram e/ou viveram; descobrir coisas novas – como fazer a farinha e
o beiju, a cachaça e a rapadura; como
dançar o coco com os mestres ou a ciranda com Lia da Ilha de Itamaracá; como
fazer os adereços dos componentes do maracatu ou os bordados das golas dos
caboclos de lança, e tantos outros saberes e fazeres – experiências vividas e
sentidas.
Recentemente, ouvi de uma pessoa que não é da área, mas muito curiosa e
perspicaz “ que invenção é essa agora de ‘turismo de experiência’, ‘turismo
criativo’, todo turismo não é uma experiência e não é criativo? ” Eu também me
perguntei quando ouvi essas duas expressões pela primeira vez. Claro que a atividade turística, seja qual
for o segmento, é uma experiência, pode ser criativo e, desde que planejado,
pode haver a “co-criação”, porém, quando padronizada, cronometrada rigorosamente,
não flexível, não é tão emocionante e não há troca entre visitante e visitados.
Algumas agências do nosso Estado comercializam pacotes e excursões com
vivências inesquecíveis, uma delas é a Sabores do Patrimônio. Posso falar sobre
as suas propostas porque já participei de duas excursões organizadas pelos
sócios proprietários e achei excelentes, e, como bem diz Alexandre Amorim, um
dos sócios, a “Sabores possibilita a você, viajante,
um arruar por cidades e lugares do Nordeste, para conhecer e usufruir seus
territórios e suas paisagens, com suas diversidades e singularidades, e seus
bens culturais e vivenciar suas celebrações, saberes e fazeres. ” (Facebook da Sabores do Patrimônio)
Dentre as ofertas dessa agência que prioriza
a experiência, a convivência e a criatividade, destaco:
§ Vale do Catimbau – Incluindo,
não só o Vale, no trecho de Buíque com trilha, conhecimento de botânica –
explicações sobre várias plantas, inscrições rupestres, visita aos mestres
escultores Luiz Benício e Zé Bezerra; em Arcoverde, dentre os atrativos, numa
das noites, o Coco Raízes de Arcoverde do Mestre Calixto.
Imagem
do Facebook da Sabores do Patrimônio
(os valores podem ter alterados).
§ Queijos e Cachaça – Inclui
a Campo da Serra – produção de queijos divinos, em Gravatá e a Cachaçaria
Sanhaçu, uma experiência inesquecível, não só pela produção da cachaça, mas
pelas atitudes sustentáveis adotadas.
Imagem
do Facebook da Sabores do Patrimônio
(os valores podem ter alterados).
§ Viva Xambá – Neste,
um encontro com a cultura afrodescendente de Xambá, almoço em restaurante de
cozinha africana e uma roda de conversa com as mulheres de Xambá. Uma
experiência fascinante!!!! E muitas outras opções.
Imagem
do Facebook da Sabores do Patrimônio
(os valores podem ter alterados).
Outras empresas de turismo que trabalham
nessa mesma direção, em Pernambuco, são a LOA Experiências e a Avant (Recife),
a Criatur (Petrolina), a Laurentur (Bezerros), Triunfo Turismo (Triunfo). Pouco
a pouco outras agências vão se adaptando ao novo perfil dos interessados nas
viagens de curto tempo, tanto no litoral como no interior do Estado.
Todas
essas maravilhosas experiências tiveram que ser adiadas, neste ano de 2020, por
causa a pandemia do corona vírus. Com isso, houve uma frustração generalizada e
todos os planos adiados. Estudos recentes apontam que o fato das pessoas terem
ficado “trancadas” em casa, sem convívio social, trabalhando remotamente,
despertou nelas o desejo e/ou a necessidade de um contato maior com a natureza
no litoral e no interior dos estados brasileiros. E Pernambuco tem uma
estrutura receptiva que atende a toda essa demanda reprimida. Do litoral ao sertão há várias opções de
turismo e de lazer que proporcionam descanso, contemplação, observação de aves,
caminhadas, vivências, tem o fazer junto, o trocar, o criar. Seja numa
comunidade pesqueira do nosso litoral ou numa casa de farinha, em Buenos Aires,
na Zona da Mata; ou no Vale do Catimbau, no atelier dos mestres artesãos, em
Buíque, no Agreste Meridional; ou ainda com o Mestre Calixto do Coco Raízes de
Arcoverde, no Sertão do Moxotó, tudo isso e muito mais em todos os cantos e
recantos do nosso Estado.
O otimismo começa a tomar conta de todos,
potenciais turistas e empresas especializadas. Com o decréscimo dos casos da
COVID-19, mas sem relaxar, novas ofertas, novos planejamentos e pé na estrada.
SIMBORA PERNAMBUCAR!!!!
[i] Graduada em
Comunicação Social pela UFPE) e Mestre em Administração e Comunicação Rural
pela UFRPE. Trabalha na Empresa de Turismo de Pernambuco Governador Eduardo
Campos (EMPETUR). Foi professora dos cursos de Turismo da Universidade Católica
de Pernambuco e da Faculdade Frassinetti do Recife (FAFIRE)
SAUDADES DO ENGENHO CUEIRINHA, EM NAZARÉ DA MATA, PERNAMBUCO
Coluna de Ceci
do Eirado Amorim[i]
Foto:
Gil Marinho
Localizado a pouco mais de
60 km da capital pernambucana, no município de Nazaré da Mata, Região de
Desenvolvimento Mata Norte que tem como atividade
econômica principal a agropecuária, com ênfase na agroindústria açucareira. O Engenho Cueirinha sempre teve a pecuária de corte e o cultivo
da cana-de-açúcar em 70% dos 60ha da propriedade. Depois de alguns anos nessas
atividades, seus proprietários decidiram agregar o turismo rural que ocupou 30%
da área total do engenho.
“Esse é um sonho antigo. As filhas cresceram e foram estudar no
Recife e fomos percebendo que era a hora de implementar a ideia, já que a área
tinha potencial para o turismo rural. Todos ficam encantados quando aqui
chegam”, afirmou o proprietário em entrevista ao Jornal Diário de Pernambuco.[1]
A casa-grande preservou o estilo original,
uma construção de 1933; a moita deu lugar à rodovia PE-59 que corta as terras
do Engenho Cueirinha, no sentido Buenos Aires - PE. Para abrigar a nova
atividade, algumas alterações construtivas e a inclusão de novas edificações
foram necessárias. A cocheira transformou-se num agradável espaço para
recepção, refeições e repouso (redário, sala de vídeo), desse local tem-se uma
visão de toda a área destinada à atividade turística que recebeu um tratamento
paisagístico com flora da região; chalés também foram incluídos nesse espaço. Com tudo pronto, a porteira do engenho foi aberta a realizações diversas.
A marca principal da Pousada Rural Engenho
Cueirinha foi, sem dúvida alguma, a hospitalidade e isso pode ser confirmado
nos depoimentos dos hóspedes e visitantes no livro de registro, a exemplo
destes: “Hospitalidade e cordialidade foi o que encontrei neste lugar
paradisíaco. Agradeço pelo prazer que me proporcionaram.” J.; “Uma maravilha,
sobretudo a hospitalidade”; “Gostamos muito deste final de semana, agradecemos
de coração a Zezinho e Nara pela organização e receptividade!” U.F.P.; “Parabéns
pela forma acolhedora como recebeu os visitantes, mesmo nos casos imprevistos.”
E.L.T. E, muitos
outros depoimentos nessa direção. A acolhida
proporcionada pelos proprietários Nara e José Rômulo Souto (já falecido), sempre esteve em sintonia com a filosofia do
turismo rural.
De fato, o Engenho Cueirinha foi um sonho
que se tornou realidade: tanto os proprietários realizaram seu
sonho, como aqueles que compraram o produto turístico Pousada Rural Engenho
Cueirinha. Infelizmente, por uma série de razões pessoais, a proprietária não
deu continuidade a essa atividade não-rural, que fez tanto sucesso entre os que
ali estiveram, retomando, exclusivamente, as atividades agropecuárias.
Saudades... do Engenho Cueirinha. Saudades da
hospitalidade, da paisagem, dos doces e de muito mais ....
[1] Mestre em Administração e Comunicação Rural pela UFRPE. Funcionária da Empresa de Turismo de Pernambuco Governador Eduardo Campos (EMPETUR), hoje fazendo parte da equipe de Coordenação do Programa BORA PERNAMBUCAR – TURISMO DE CANTO A CANTO. Foi professora dos Cursos de Turismo da Universidade Católica de Pernambuco e da Faculdade Frassinetti do Recife (FAFIRE)